{"id":926,"date":"2017-05-03T14:44:41","date_gmt":"2017-05-03T15:44:41","guid":{"rendered":"http:\/\/usism.pt\/wp\/?p=926"},"modified":"2017-05-03T14:51:09","modified_gmt":"2017-05-03T15:51:09","slug":"semana-europeia-da-vacinacao-esclarecimentos-sobre-vacinacao-e-o-sarampo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/?p=926","title":{"rendered":"Semana Europeia da Vacina\u00e7\u00e3o: Esclarecimentos sobre Vacina\u00e7\u00e3o e Sarampo"},"content":{"rendered":"<p>De 24 a 30 de Abril celebrou-se a Semana Europeia da Vacina\u00e7\u00e3o, efem\u00e9ride que pretende aludir \u00e0 import\u00e2ncia da ado\u00e7\u00e3o de comportamentos de preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria em mat\u00e9ria de sa\u00fade e, especificamente da vacina\u00e7\u00e3o como meio de evic\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias doen\u00e7as n\u00e3o preven\u00edveis, sob nenhuma outra forma, de modo t\u00e3o eficiente . Foi atrav\u00e9s da implementa\u00e7\u00e3o da vacina\u00e7\u00e3o, em 1796, que se conseguiu erradicar a var\u00edola em 1980 e se prev\u00ea extinguir a poliomielite j\u00e1 no ano 2018.<\/p>\n<p>Na ordem do dia, e pelas quest\u00f5es que se t\u00eam discutido acerca do agravamento da situa\u00e7\u00e3o do Sarampo em v\u00e1rios pa\u00edses da Europa, a tem\u00e1tica da vacina\u00e7\u00e3o assume uma relev\u00e2ncia particular.<\/p>\n<p>Os dados oficiais s\u00e3o esclarecedores, a OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade) refere que as vacinas impediram, entre 2010 e 2015, pelo menos 10 milh\u00f5es de mortes no mundo, e protegeram muitos milh\u00f5es de pessoas de doen\u00e7as como o sarampo, a pneumonia ou a tosse convulsa. De facto, esta e outras organiza\u00e7\u00f5es como o ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control), o CDC (Centers fos Disease Control and Prevention) e outras sociedades cient\u00edficas n\u00e3o-governamentais, promovem a vacina\u00e7\u00e3o como meio para a consecu\u00e7\u00e3o de assinal\u00e1veis ganhos em sa\u00fade reconhecendo, nos programas de vacina\u00e7\u00e3o, a finalidade de promover a equidade e garantir a prote\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de uma forma universal, independentemente do g\u00e9nero, etnia, religi\u00e3o, estatuto social e rendimentos familiares ou ideologias.<\/p>\n<p><strong>Quem regulamenta e controla a vacina\u00e7\u00e3o em Portugal?<\/strong><\/p>\n<p>Em Portugal, o controlo da a\u00e7\u00e3o vacinal \u00e9 assegurado pelo Programa Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o desde que foi criado, h\u00e1 mais de 50 anos, que comporta, para al\u00e9m do programa nacional que lhe serve de base, v\u00e1rios programas de orienta\u00e7\u00e3o vacinal espec\u00edfica para grupos de risco ou circunst\u00e2ncias especiais, como viagens ou surtos, que se mant\u00eam em constante atualiza\u00e7\u00e3o sendo, sempre que necess\u00e1rio, adaptadas ao contexto da Regi\u00e3o Aut\u00f3noma dos A\u00e7ores pelos servi\u00e7os competentes da Dire\u00e7\u00e3o Regional da Sa\u00fade . Atrav\u00e9s da vacina\u00e7\u00e3o, a humanidade v\u00ea assegurada uma das mais baratas e essenciais medidas de preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as infeciosas graves e de promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, facto que representa uma das maiores conquistas em Sa\u00fade P\u00fablica, a par da garantia de \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Como atuam as vacinas e como nos protegem de doen\u00e7as?<\/strong><\/p>\n<p>As vacinas consistem na inocula\u00e7\u00e3o de microrganismos causadores da doen\u00e7a (ou partes destes), modificados de modo a perderem a agressividade, designada por virul\u00eancia, mantendo, ainda assim, a capacidade de conferir prote\u00e7\u00e3o e induzir imunidade, com seguran\u00e7a, para o hospedeiro. Al\u00e9m da prote\u00e7\u00e3o individual, a maioria das vacinas tem ainda a capacidade de, a partir de determinadas taxas de cobertura vacinal, interromper a circula\u00e7\u00e3o dos microrganismos entre indiv\u00edduos, originando aquilo a que se denomina \u201cimunidade de grupo\u201d. Este benef\u00edcio para a sociedade \u00e9 claramente uma mais-valia da vacina\u00e7\u00e3o massificada.<\/p>\n<p><strong>A vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito ou um dever do cidad\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante contextualizar a componente c\u00edvica \u00e0 qual a vacina\u00e7\u00e3o, inevitavelmente, est\u00e1 associada pois o efetivo controlo epidemiol\u00f3gico de uma doen\u00e7a infeciosa, como o Sarampo, s\u00f3 \u00e9 adquirido quando se obt\u00e9m o controlo da propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e, este controlo, s\u00f3 se atinge pela garantia de uma comunidade vacinada . A vacina\u00e7\u00e3o adquire, pois uma significa\u00e7\u00e3o de direito-dever na medida em que foi um direito adquirido pelo Homem a custo de d\u00e9cadas de investiga\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-cient\u00edfica, disponibilizada \u00e0 popula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de um grande investimento governamental. \u00c9 direito de cada cidad\u00e3o vacinar-se, como forma de promover a sua prote\u00e7\u00e3o individual para a situa\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a, assim como \u00e9 seu dever vacinar-se para prevenir a infe\u00e7\u00e3o de terceiros e garantir, assim, o controlo da dissemina\u00e7\u00e3o infeciosa.<\/p>\n<p><strong>As vacinas representam riscos para a sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s muitos anos de experi\u00eancia e milh\u00f5es de vacinas administradas em todo o mundo, pode afirmar-se que as vacinas t\u00eam um elevado grau de seguran\u00e7a, efic\u00e1cia e qualidade. Como qualquer subst\u00e2ncia qu\u00edmica externa ao organismo humano, as vacinas podem gerar efeitos secund\u00e1rios ao serem administradas mas, em geral, esses efeitos, como dor, vermelhid\u00e3o no local da injec\u00e7\u00e3o, aumento ligeiro da temperatura ou dor de cabe\u00e7a, s\u00e3o ligeiros e desaparecem sem ser necess\u00e1rio tratamento. Em rar\u00edssimos casos, podem verificar-se rea\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias mais s\u00e9rias, mas os servi\u00e7os de vacina\u00e7\u00e3o est\u00e3o treinados para as controlar. No entanto, a pondera\u00e7\u00e3o risco\/benef\u00edcio apontar\u00e1 sempre para um superior benef\u00edcio pela prote\u00e7\u00e3o individual e coletiva conferida pela vacina\u00e7\u00e3o, comparativamente ao baixo risco de reac\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias decorrente da vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Qual a situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica local do Sarampo?<\/strong><\/p>\n<p>A ocorr\u00eancia de surtos de sarampo, em alguns pa\u00edses europeus, colocou Portugal em elevado risco, devido \u00e0 exist\u00eancia de comunidades n\u00e3o vacinadas. N\u00e3o havendo raz\u00f5es para temer uma epidemia de grande magnitude nacional ou nos A\u00e7ores, uma vez que a larga maioria das pessoas est\u00e1 protegida porque foi vacinada ou teve anteriormente a doen\u00e7a. As taxas de vacina\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel da Regi\u00e3o Aut\u00f3noma dos A\u00e7ores para a vacina do Sarampo, Papeira e Rub\u00e9ola s\u00e3o superiores a 99% nas duas doses da vacina e n\u00e3o foram detetados, at\u00e9 \u00e0 data do \u00faltimo Boletim Epidemiol\u00f3gico do Sarampo em Portugal, quaisquer casos confirmados de Sarampo nos A\u00e7ores.<\/p>\n<p><strong>Porque \u00e9 importante estar vacinado contra o sarampo?<\/strong><\/p>\n<p>O sarampo \u00e9 uma doen\u00e7a grave, muito contagiosa, para a qual n\u00e3o existe tratamento espec\u00edfico. A doen\u00e7a \u00e9 originada por um v\u00edrus que frequentemente provoca complica\u00e7\u00f5es como diarreia, desidrata\u00e7\u00e3o, infe\u00e7\u00e3o nos ouvidos, pneumonia (a principal causa de morte nestes doentes) e encefalite, que pode provocar les\u00e3o permanente do c\u00e9rebro ou at\u00e9 mesmo morte. Mesmo em pessoas vacinadas, a doen\u00e7a pode, eventualmente, surgir mas com um quadro cl\u00ednico mais ligeiro e menos contagioso. Em condi\u00e7\u00f5es de gravidez, o sarampo aumenta o risco de aborto ou parto prematuro.<\/p>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal forma de preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, recomendando-se a vacina\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos com idade \u226418 anos, com duas doses da vacina (aos 12 meses e 5 anos de idade) e da popula\u00e7\u00e3o adulta, se n\u00e3o vacinada, com uma dose de vacina.<\/p>\n<p><strong>Onde pode a popula\u00e7\u00e3o vacinar-se?<\/strong><\/p>\n<p>Toda a popula\u00e7\u00e3o que necessite dever\u00e1 recorrer, preferencialmente, \u00e0 Unidade de Sa\u00fade da sua \u00e1rea de resid\u00eancia, para atualiza\u00e7\u00e3o vacinal. Recomenda-se, para o efeito, que seja portador do seu Boletim Individual de Sa\u00fade (livro de vacinas). A vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita e est\u00e1 dispon\u00edvel para todas as pessoas presentes em Portugal.<\/p>\n<p><strong>O que fazer em caso de d\u00favida de Sarampo?<\/strong><\/p>\n<p>As manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas do Sarampo podem gerar sinais e sintomas como febre, prostra\u00e7\u00e3o, tosse, sensa\u00e7\u00e3o de nariz a pingar (rinorreia), conjuntivite e sensibilidade \u00e0 luz (fotofobia), assim como aparecimento de manchas na face interna da bochecha (manchas de Koplik) seguidas, geralmente, de manchas e borbulhas em todo o corpo que come\u00e7am a surgir na cabe\u00e7a e se generalizam a todo o corpo . Para que haja confirma\u00e7\u00e3o de caso n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que estejam presentes todos os sintomas descritos, mas a valida\u00e7\u00e3o cl\u00ednica pode passar pela comprova\u00e7\u00e3o por exames laboratoriais. Em caso de d\u00favida de caso de Sarampo, dever\u00e1 prevenir o risco de cont\u00e1gio ligando, primeiramente, a <strong>Linha de Sa\u00fade A\u00e7ores: 808 24 60 24<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Fontes:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade (2017). Semana Europeia da Vacina\u00e7\u00e3o 2017. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.sns.gov.pt\/noticias\/2017\/04\/24\/semana-europeia-da-vacinacao-2017\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.sns.gov.pt\/noticias\/2017\/04\/24\/semana-europeia-da-vacinacao-2017\/<\/a><\/li>\n<li>Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (2014). Empenho na erradica\u00e7\u00e3o da poliomielite em \u00c1frica. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.afro.who.int\/pt\/centro-media\/communicados-de-imprensa\/item\/7375-empenho-na-erradica%C3%A7%C3%A3o-da-poliomielite-em-%C3%A1frica.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.afro.who.int\/pt\/centro-media\/communicados-de-imprensa\/item\/7375-empenho-na-erradica%C3%A7%C3%A3o-da-poliomielite-em-%C3%A1frica.html<\/a><\/li>\n<li>Dire\u00e7\u00e3o Geral de Sa\u00fade (2015). Programa Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o 2017. Lisboa. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.dgs.pt\/cidadao\/vacinacao.aspx\" target=\"_blank\">https:\/\/www.dgs.pt\/cidadao\/vacinacao.aspx<\/a><\/li>\n<li>Secretaria Regional da Sa\u00fade (2017). Portaria n.\u00ba 5\/2017 de 16 de Janeiro de 2017. Angra do Hero\u00edsmo<\/li>\n<li>Dire\u00e7\u00e3o Geral de Sa\u00fade (2014). Perguntas Frequentes Sobre Vacina\u00e7\u00e3o. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/media.noticiasaominuto.com\/files\/naom_58f606be69c9f.pdf\" target=\"_blank\">http:\/\/media.noticiasaominuto.com\/files\/naom_58f606be69c9f.pdf<\/a><\/li>\n<li>Dire\u00e7\u00e3o Geral de Sa\u00fade (2017). Boletim Epidemiol\u00f3gico Sarampo em Portugal. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.dgs.pt\/em-destaque\/sarampo-atualizacao-em-26-de-abril-2017-pdf.aspx\" target=\"_blank\">https:\/\/www.dgs.pt\/em-destaque\/sarampo-atualizacao-em-26-de-abril-2017-pdf.aspx<\/a><\/li>\n<li>Dire\u00e7\u00e3o Geral de Sa\u00fade (2013). Programa Nacional de Elimina\u00e7\u00e3o do Sarampo. Lisboa.<\/li>\n<li>Dire\u00e7\u00e3o Geral de Sa\u00fade (2017). Orienta\u00e7\u00e3o n\u00ba 007\/2017: Sarampo. VASPR. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.dgs.pt\/directrizes-da-dgs\/orientacoes-e-circulares-informativas\/orientacao-n0072017-de-20042017-pdf.aspx\" target=\"_blank\">https:\/\/www.dgs.pt\/directrizes-da-dgs\/orientacoes-e-circulares-informativas\/orientacao-n0072017-de-20042017-pdf.aspx<\/a>.<\/li>\n<li>Dire\u00e7\u00e3o Regional de Sa\u00fade (2017). Circular Normativa n\u00ba 10 de 20 de Abril de 2017. Angra do Hero\u00edsmo<\/li>\n<li>Dire\u00e7\u00e3o Geral de Sa\u00fade (2013). Programa Nacional de Elimina\u00e7\u00e3o do Sarampo. Lisboa.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 24 a 30 de Abril celebrou-se a Semana Europeia da Vacina\u00e7\u00e3o, efem\u00e9ride que pretende aludir \u00e0 import\u00e2ncia da ado\u00e7\u00e3o de comportamentos de preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria em mat\u00e9ria de sa\u00fade e, especificamente da vacina\u00e7\u00e3o como meio de evic\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias doen\u00e7as n\u00e3o preven\u00edveis, sob nenhuma outra forma, de modo t\u00e3o eficiente . Foi atrav\u00e9s da implementa\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":927,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[23,24],"class_list":["post-926","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-informacoes","tag-sarampo","tag-vacinacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/926","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=926"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/926\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":934,"href":"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/926\/revisions\/934"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/927"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}