{"id":1042,"date":"2018-01-30T11:18:08","date_gmt":"2018-01-30T12:18:08","guid":{"rendered":"http:\/\/usism.pt\/wp\/?p=1042"},"modified":"2018-01-30T11:18:29","modified_gmt":"2018-01-30T12:18:29","slug":"o-burnout-ocupacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/?p=1042","title":{"rendered":"O Burnout Ocupacional"},"content":{"rendered":"<p>O termo \u201cburn-out\u201d foi utilizado pela primeira vez nos anos 70 pelo psicanalista americano Herbert Freudenberger com o intuito de descrever as consequ\u00eancias do stress associado \u00e0s profiss\u00f5es envolvendo a presta\u00e7\u00e3o de cuidados. Atualmente, apesar de amplamente reconhecido e associado a diversos of\u00edcios, sendo alvo da aten\u00e7\u00e3o das comunica\u00e7\u00f5es sociais, o conceito de burnout n\u00e3o possui uma defini\u00e7\u00e3o clara estabelecida e por isso n\u00e3o constitui para j\u00e1 uma realidade pass\u00edvel de ser avaliada em quantidade e qualidade de forma universal. Para al\u00e9m disso, parece n\u00e3o ser simples a distin\u00e7\u00e3o entre depress\u00e3o e burnout, o que pode ter implica\u00e7\u00f5es na efic\u00e1cia do tratamento institu\u00eddo.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, existem j\u00e1 diversos estudos investigando esta tem\u00e1tica, que aparenta ter uma magnitude superior ao anteriormente pensado, o que pode ser ind\u00edcio de que o burnout ir\u00e1 de facto ser considerado uma doen\u00e7a ou dist\u00farbio, pelo que podemos encontr\u00e1-lo neste momento na classifica\u00e7\u00e3o internacional de doen\u00e7as \u201cInternational Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems &#8211; 10th Revision\u201d, n\u00e3o como doen\u00e7a mas como \u201cproblemas relacionados com dificuldades de vida di\u00e1ria (Z73)\u201d.<a href=\"http:\/\/usism.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/burnout2048.jpg\" data-rel=\"lightbox-gallery-yg0DHdcn\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/usism.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/burnout2048.jpg\" data-rel=\"lightbox-gallery-yg0DHdcn\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1043\" src=\"http:\/\/usism.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/burnout2048-1024x684.jpg\" alt=\"burnout2048\" width=\"648\" height=\"433\" srcset=\"https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/burnout2048-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/burnout2048-300x200.jpg 300w, https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/burnout2048-768x513.jpg 768w, https:\/\/usism.azores.gov.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/burnout2048.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 648px) 100vw, 648px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O burnout pode ter causa em diversos fatores, tais como: falta de controlo sobre as situa\u00e7\u00f5es de trabalho; expectativas indefinidas; din\u00e2micas disfuncionais em ambiente de trabalho; incompatibilidade de princ\u00edpios e valores; extremos de atividade; falta de apoio social e desiquil\u00edbrio entre o emprego e a vida pessoal. Relativamente \u00e0s consequ\u00eancias: stress extremo, fadiga, ins\u00f3nias, depress\u00e3o, ansiedade, abuso de subst\u00e2ncias, doen\u00e7a card\u00edaca; colesterol elevado; Diabetes tipo 2 (especialmente em mulheres); AVC e obesidade.<\/p>\n<p>S\u00e3o consensuais tr\u00eas \u00e1reas principais de sintomas considerados serem indicadores de burnout, podendo ser f\u00edsicos ou psicol\u00f3gicos: a exaust\u00e3o \u2013 que pode expressar-se na forma de dor e problemas g\u00e1stricos ou intestinais, com um estado de esgotamento f\u00edsico, tristeza e cansa\u00e7o emocional; o distanciamento das actividades realizadas no trabalho \u2013 esse ambiente torna-se cada vez mais stressante e frustrante; desempenho reduzido \u2013 o burnout afecta principalmente a capacidade de executar as tarefas di\u00e1rias no emprego e em casa, que s\u00e3o encaradas como aspetos negativos. \u00c9 tamb\u00e9m consensual que todos este sintomas s\u00e3o efeitos do stress. Algumas caracter\u00edsticas parecem ser muito espec\u00edficas para o burnout, quando comparado \u00e0 depress\u00e3o, nomeadamente a baixa auto-estima, desesperan\u00e7a e tend\u00eancias suicidas e, ao contr\u00e1rio da depress\u00e3o, todos os problemas s\u00e3o relacionados com o emprego. N\u00e3o existem, contudo, orienta\u00e7\u00f5es relativamente ao diagn\u00f3stico de burnout. Foram elaborados question\u00e1rios que demonstram predisposi\u00e7\u00e3o, tal como o \u201cMaslach Burnout Inventory\u201d, dispon\u00edvel para diferentes grupos ocupacionais, por\u00e9m foram desenvolvidos para aplica\u00e7\u00e3o em estudos investigacionais e n\u00e3o asseguram a distin\u00e7\u00e3o entre situa\u00e7\u00f5es de burnout e de depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Relativamente \u00e0 preven\u00e7\u00e3o, podem ser tomadas algumas medidas individuais, tal como recomendado pela Mayo Clinic (\u201cJob burnout: How to spot it and take action\u201d, em www.mayoclinic.org): planear a resolu\u00e7\u00e3o de problemas e avaliar op\u00e7\u00f5es; ajustar a atitude no contexto de trabalho; procurar apoio familiar ou profissional; reconsiderar os pr\u00f3prios interesses, compet\u00eancias e prefer\u00eancias; praticar exerc\u00edcio f\u00edsico e dormir pelo menos 7-8h de forma a recuperar energia.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Carolina F\u00e9lix, interna de Ano Comum no HDES \u2013 Agosto de 2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O termo \u201cburn-out\u201d foi utilizado pela primeira vez nos anos 70 pelo psicanalista americano Herbert Freudenberger com o intuito de descrever as consequ\u00eancias do stress associado \u00e0s profiss\u00f5es envolvendo a presta\u00e7\u00e3o de cuidados. 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